Hiruka correu para segurar a garota
antes que caísse de ponta-cabeça na escada. Era uma garota baixa, morena e com
cabelo curto, bem liso.
–– Alguém corra até a enfermaria e
avise o que aconteceu! Vou carrega-la para lá! – e colocou a garota em suas
costas.
A garota loira voltou imediatamente
e correu para o primeiro andar, para avisar aos professores e ir até a
enfermaria. Enquanto isso, Joane assistia à cena, ainda um pouco atônita.
–– Preciso descobrir o que
aconteceu.
Marcio desceu as escadas e Joane foi
para o terceiro andar para descobrir o que acontecera. Virou à direita no
corredor e perguntou a um garoto de aparência tímida que estava ali, também
assistindo à cena.
–– Eu estava ajudando a Lorena a
carregar as mesas – e apontou para uma mesa que estava ao seu lado. – Ela ia à
frente quando soltou a mesa e ficou daquele jeito. Parece até que viu um
fantasma!
–– Fantasma? – e lembrou-se do
novato que vira sentado no corrimão da escada no segundo andar. – Você por
acaso viu um garoto branco, da minha altura, cabelo preto curto e com cara de
assustado correndo para cá?
–– Não. Não tinha ninguém no
corredor quando fomos carregar a mesa.
–– Ninguém... – “talvez tenha
descido as escadas, ao contrário do que pensei” – Obrigado. Vou à enfermaria
acompanha-la.
–– Vou com você. Estou preocupado.
Não pude fazer nada por ela!
–– Acalme-se, garoto! Ela vai ficar
bem.
–– Assim espero. Qual seu nome?
–– Joane.
–– O meu é Felipe.
...
Chegando à enfermaria, Joane e
Felipe depararam-se com Márcio sentado ao lado da cama onde Lorena estava
deitada, ainda com a feição pálida.
–– Joane!
–– Como ela está?
–– Ainda pálida, como pode ver. A
enfermeira disse que ela ficará bem apenas com repouso. Mas, estou preocupado.
–– Gentil como sempre – murmurou
Joane. Seu ciúme era óbvio – Bom, descobri o que aconteceu a ela.
Márcio a olhou com expressão de
dúvida no rosto.
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