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quarta-feira, 24 de julho de 2013

Nasce Uma Nova História 01

Projeto de livro. A história já está bem encaminhada. Já conheço o início, o meio e o fim; só preciso ajeitar algumas coisas e consertar outras. Não é grande. Não dividi por capítulos ainda.
Mas preciso saber se devo continuar ou deixar para lá. Comentem, por favor.


            “Quando você quer saber algo, mas tem medo da resposta, o que você faz? Arrisca ou esquece?”
            Essa foi a pergunta que perturbou Alana pelo resto do dia. Estava em sala de aula, olhando para o pátio através da janela, quando Joane a interrogou. Por sorte, isso aconteceu durante o último horário. Do contrário, perderia toda a aula. Apesar de que já não estava prestando atenção à última aula mesmo.
            Fora embora para sua casa e ficou pensando nisso durante todas as atividades do dia: no almoço, no trabalho de meio período no fast food do bairro, no jantar, no horário de lazer e no horário de estudar. Pensou nisso até dormir.
            Esse era o tipo de pessoa que Alana era: quando colocava algo na cabeça, não descansava até que resolvesse.
            “Arrisca ou esquece?”
            Claro. As opções eram várias: se arriscasse e perguntasse, poderia ouvir algo que desgostasse. Do contrário, se esquecesse, ficaria pensando na possível resposta, sem nunca poder saber qual seria.
            “Logo, a escolha óbvia seria arriscar.” Pensou. “Mas, e se a resposta me destruir?”
            O dia amanheceu e chegara a hora de ir à escola. E o pensamento continuava a atormenta-la.
            Durante o percurso da escola, encontrou-se com Joane, que a estava esperando encostada em uma árvore.
            –– Bom dia, Laninha! Aposto que ainda está pensando no que eu lhe disse ontem. – disse Joane com um sorriso.
            –– Bom dia, Ane! Está tão exposto assim em meu rosto?
            –– Não... Eu que lhe conheço mesmo! Afinal, já são cinco anos.
            –– Verdade. E pelo que conheço de você, está pensando no que fazer em relação a isso.
            –– A-cer-tou!
            Ambas continuaram o caminho à escola, enquanto Joane saltitava de alegria.
            Chegando à escola, encontraram Márcio Hiruka, um descendente de orientais (todos o perguntavam se era chinês, mas ele se irritava e dizia apenas que era descendente de orientais). Joane era apaixonada por Marcio, e ambos se davam bem. Nunca confessaram, mas ambos se gostavam.
            A aula logo começaria, mas os três não se preocupavam com isso. Conversavam e andavam tranquilamente pela entrada da escola, enquanto viam os outros alunos passarem. Era mais uma terça-feira tranquila, apenas com aulas normais.
            Ao chegar à sala de aula, Alana sempre observava todos, à procura de sua amada: Jéssica Iohana.
            Iohana (todos a chamavam pelo segundo nome, pois ela odiava o primeiro) sentava-se à terceira mesa da segunda fileira a partir da janela. Ela estava de costas para a porta quando os três chegaram. Alana foi correndo abraçar sua amada.
            –– Bom dia, Ioflor! – e deu um abraço bem apertado, com Iohana ainda de costas.
            (“Hana” significa “flor” em japonês, por isso a chamava de Ioflor.)
            –– Bom dia Lana! Está animada hoje?
            –– Sempre que lhe vejo, fico animada! – e olhou para as pessoas que estavam à frente. – Bom dia pessoal!
            –– Bom dia, Alana. Já estava se esquecendo do resto do mundo não é? – respondeu Vitor com um sorriso sarcástico.
            –– Não enche!
            –– Opa! E a verdadeira personalidade se revela! – disse Rayssa, com um tom de deboche.
            –– Você também, Ray?!
            –– Vamos, vamos... Acalme-se, senhorita. – Rafael fazia mais do tipo observador, mas sempre tentava apaziguar o clima. – Não vamos brigar logo no início do dia, não é?
            –– Acho que você está certo, senhor Cura. – e se virou para Vitor – Mas, você que me aguarde!
            –– Que medo!
            (Rafael, em hebraico, significa “Deus cura”)
            Até o momento, Hiruka e Joane haviam se sentado à fileira mais perto da porta para poderem conversar. Falavam de coisas triviais, como o que haviam comido durante o café da manhã. Mas, a cada palavra de Marcio, os olhos de Joane brilhavam de paixão.

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