Hiruka ouvira o barulho no corredor
e saiu de sala para ver o que era. Odiava ser interrompido quando lia. Ainda
mais naquele capítulo de “A Última Lua”. Era o best-seller do ano, caramba!
Além do mais, estava ainda na metade do intervalo. Supostamente, não devia ter
barulho no corredor. Afinal, todos os alunos não suportam mais ficar em sala
depois de três longas aulas.
–– Hey, que barulheira é ess... –
estava disposto a sair da sala e soltar o verbo em quem quer que fosse o
barulhento que interrompia sua sagrada leitura. – Oh, Joane!
–– Marcio... – Joane sempre tinha a
face corada ao vê-lo. – Desculpe! Atrapalhei a sua leitura não é? É culpa desse
calouro ali!
–– Tudo bem! Pensei que fosse alguém
fazendo gracinhas. – também ficou um pouco corado, com vergonha de ter
levantado a voz para a pessoa que gosta. – A propósito, de quem você está
falando?
–– Daquele calouro ali na escada! –
e virou-se para encara-lo mais uma vez. – Ué, ele estava aqui até agora há
pouco. Para onde será que foi?
–– Deve ter ficado com medo de uma
repreensão sua. Você parece bem brava!
–– Ah, você acha? Desculpe... Não
queria causar uma má impressão!
–– Não, não! Eu não quis dizer isso.
Bem... como posso dizer...?
–– Tudo bem... Márcio, preciso
conv...
O barulho de algo aparentemente caindo
abafou a voz de Joane, que se assustou e deu um grande salto para frente,
caindo em cima de Hiruka. Fora um barulho bastante alto, e vinha do terceiro
andar.
–– O que foi isso? Ah, minha nossa!
Marcio!
–– Estou bem. Acalme-se. Vamos
descobrir.
Levantaram-se e foram em direção das
escadas. Outros alunos, que também preferiam ficar em sala, saíram e foram se
aglomerando de curiosidade. Um grupo de seis alunos, entre eles Hiruka e Joane,
subiram as escadas para ver o que havia acontecido.
Ao final da escadaria, depararam-se
com uma mesa caída, quebrada. A pessoa suspeita de ter quebrado a mesa estava
parada ao lado, pálida.
–– Hey, o que aconteceu aí? Você
está bem? – perguntou uma garota loira que ainda estava parada em uma parte
mais baixa da escada. Os outros já estavam quase chegando ao terceiro andar.
–– E-eu... E-l-le... O q-quê? – e
desmaiou. Mal conseguira se manter de pé com o susto que levara. E com a
palidez que exibia, não seria surpresa se desmaiasse.
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