O mundo estava podre e ela sabia. Podia ver dali, de sua torre no fim do mundo.
Estava confinada, fadada a observar o progresso (que ela julgava regresso) da humanidade.
Quem impôs seu confinamento? Ela mesma. Não mais aguentava caminhar sob "governos" de lixos humanos, e muito menos caminhar sobre a terra que era habitada por tantos outros lixos humanos.
Lihtana era imortal, e amaldiçoava essa condição todos os dias... Até o dia em que, do alto de sua torre, avistou um jovem correndo enfurecidamente pelo deserto mais árido que havia no planeta.
Sentou-se confortavelmente em uma poltrona e ficou a observar aonde o rapaz ia, apenas por curiosidade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário