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domingo, 14 de abril de 2013

O Conto de Kaspar, o Imparável


Kaspar, o Imparável, ouvira uma história sobre uma princesa amaldiçoada a ficar presa em um calabouço na terra mais ao sul. Atentado pela aventura e por não saber o que estava por vir, Kaspar colocou seu arco e suas flechas nas costas, embainhou a espada em sua cintura e começou sua viagem.

Passando pela floresta, encontrou alguns lírios dourados e resolveu leva-los. Dizia-se que lírios dourados eram raros e, por isso, levam boa sorte a quem as vir.

Vencida a floresta, chegou à cidade próxima ao calabouço. Entrou no primeiro saloon, bebeu água e, obviamente, também pediu um copo do elixir dos deuses: hidromel.

Seguiu viagem até chegar ao calabouço, que era situado em uma caverna. Por incrível que pareça, não havia nenhum dragão épico guardando o calabouço. Apenas uma gaiola inquebrável.

Kaspar tentou quebra-la de todos os jeitos... Desferiu golpes com sua espada contra a cela e nada... Lançou várias flechas e nada. Apedrejou e nada...

Enquanto ele tentava, o tempo foi passando e ele foi envelhecendo. Todos os dias ele voltava para tentar quebrar a cela. Aos poucos, ele foi desistindo de quebrar a cela e voltava apenas para fazer companhia à princesa.

Em um certo dia, ele voltou à cela e disse que não voltaria mais. Mas, não desistiria. Viajaria pelo mundo procurando uma solução para abrir a cela.

Ao sair do calabouço, ele se lembrou dos lírios dourados e voltou para dá-los à princesa, como lembrança. Saindo novamente, um terremoto aconteceu subitamente e o chão se abriu sob seus pés. Seus últimos pensamentos foram: “espero que os lírios deem esperança e sorte a ela.”

Pouco tempo depois, após o abalo sísmico, a jaula se soltou e os lírios finalmente murcharam. A princesa saiu do calabouço e continuou a esperar pela volta de Kaspar. Os dois apenas se encontraram novamente na próxima encarnação.

Moral: faça tudo o que você puder fazer de bom grado. Sempre valerá a pena, mesmo que demore uma vida.

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