--- Nosso mestre, Hontai,
treinava-nos arduamente todos os dias, mas Guildo sempre se saía melhor que o
resto de nós. Era mais experiente, já treinava a arte há cinco ou seis anos,
enquanto a maioria de nós estava no primeiro ou, no máximo, no segundo ano. Ele
estava lá ainda porque almejava a posição de mestre.
O arqueiro foi escutando a história
sentindo um nervosismo inexplicável. Como um espadachim desconhecido, que não
era daquelas bandas, conhecia tanto sobre seu mestre? Ainda mais se tratando de
uma arte marcial considerada secreta.
--- Então, o dia tão esperado
chegou. Guildo desafiou mestre Hontai, mas perdeu. Hontai havia treinado com o
último descendente da linhagem direta do fundador. Não tinha como Guildo vencer
com tão pouco tempo. Revoltado, desertou do templo e jurou vingança.
Sinceramente, não sei vingança do quê. Mas, ele realmente voltou. Depois de dois
anos, ele voltou ao templo e desafiou Hontai novamente, dessa vez o vencendo.
Nesses dois anos, treinou por vários lugares, desenvolvendo um estilo mais
assassino e sujo.
--- Não consigo acreditar no que
ouço. Essa história não pode ser verdade!
--- Por isso disse para deixar essa
história quieta.
--- Você só pode estar mentindo,
forasteiro! --- McGailor sentia a tristeza de quem perdera um pai.
--- Também gostaria de estar, mas
não estou. Éramos relativamente amigos, e sempre percebi um lado sombrio em
Guildo. Tentei aconselhá-lo várias vezes, mas, ele não me ouvia.
--- ...
--- Melhor encerrar essa história.
Acho que ficará melhor esclarecida quando você perguntar a seu próprio
“mestre”.
--- Assim que eu recolher as ervas e
voltar ao vilarejo, você vem comigo a Huntar.
--- Eu o quê? --- Andon não gostava
de receber ordens.
--- Por favor. Preciso saber! Foi
ele quem me acolheu depois de uma longa e exaustiva viagem das terras Lésticas.
--- A sua sorte é que meu rumo passa
por Huntar. E ainda posso aprender um pouco sobre ervas.
--- Áspero e desconfiado, para
variar. Mas, obrigado por aceitar.
Cansado da luta e da conversa, Aron
apagou o fogo, deixando apenas a brasa para que se aquecessem. Partiu a pele de
javali e deu uma parte a Andon. Trouxe o cavalo para perto da brasa para que
não passasse frio durante a noite. O céu estava limpo, estrelado, e a lua
estava mais branca que o normal. Alguns raios conseguiam ultrapassar a
densidade da floresta e chegar ao solo, em formato de pequenos feixes brancos.
A noite passou-se tranquila, com
alguns lobos uivando ao longe e corujas sempre à espreita, atentas a tudo.
Aguardando ansiosamente o seguimento... *-*
ResponderExcluir(Pressão psicológica)
Continue fazendo mesmo... kkkk
ExcluirAmanhã eu posto!