Huntar era uma cidade bastante
rústica, porém influente. Era uma das poucas cidades onde o classicismo foi
preservado, com construções antigas, costumes e até mesmo vestimentas. Era
influente justamente pelo conservadorismo: a maioria dos cidadãos tinha
conhecimento em algum tipo de combate. Herança dos tempos da Grande Guerra.
A arte marcial mais nova na cidade
era a arte de Lashton, trazida por Guildo. Abrigava, em sua maioria, órfãos e
desabrigados da própria cidade e da cidade vizinha, dizimada na Guerra.
Klaus era um dos homens mais
respeitados de Huntar. Há tempos, quando lutou lado a lado com Blaze e Rayclano
na guerra entre Ishkah City e Hakhsi Ytic, conseguira juntar os povos de ambas
as cidades, em paz. Assim, ajudou na fundação de Huntar.
Estava andando pela cidade ao
amanhecer quando encontrou Guildo.
--- Bom dia, Sr. Klaus! Fazendo sua
caminhada costumeira?
--- Bom dia, Guildo. Hoje estou
apenas indo fazer meus preparativos para a viagem.
--- Ah, sim. Hoje é o dia de visitar
Blaze. Boa viagem e cuidado.
--- Obrigado. Tenha um bom dia,
Prodígio.
Guildo recebera de Klaus a alcunha
de Prodígio, assim que chegara à cidade. Os dois travaram uma batalha onde
Klaus saíra vencedor. Após vários anos, mesmo com a idade avançada, sua
armadura de metal negro continuava implacável. E, agora, com tanta experiência,
tornara-se um adversário dificílimo. Mesmo assim, Guildo o enfrentou com garra.
Na arte marcial de Lashton, eram
ensinados todos os pontos vitais e não vitais, o tanto de força necessária para
aplicar um golpe letal ou apenas lesivo. Lutar contra alguém treinado nessa
arte era algo formidável. Mas, a experiência de mais de vinte anos de guerra
falaram mais alto. No final, o prodígio Guildo não fora páreo para o experiente
Klaus.
...
A noite passou-se tranquila. Ao
amanhecer, Andon e Aron foram buscar comida. O cavalo de Aron parecia um pouco
impaciente, então tiveram de levá-lo junto. Não demorou muito e conseguiram
dois coelhos.
--- Ainda não consigo acreditar.
Muita coisa mudou de ontem para hoje. Seria esse o destino? --- Aron falava,
mais para si mesmo do que para outra pessoa.
--- Nós fazemos nossos próprios
destinos, Arqueiro. Vamos comer logo essas lebres e partir. Você poderia me
conceder um cavalo em sua vila?
--- Não acredito... Preciso
encontrá-lo logo.
--- Aron. Estás a me escutar?
--- Sim? Desculpe. Perdi-me em meus
pensamentos por um instante.
--- Percebi. Então, poderás me
conceder um cavalo?
--- Ah sim, sim... Claro. Vamos
comer e voltar à minha vila então.
Algum tempo depois, os viajantes se
encaminhavam para a vila de Aron, que ficava a um dia de caminhada dali,
seguindo o caminho de baixo da floresta onde estavam.
Para economizar tempo, ambos
montaram o cavalo de Aron e seguiram por cerca de 9 horas, parando para beber
água e comer. Enfim chegaram à vila. Era chamada de Vila Arqueária, e abrigava
um centro de arqueiros. Era uma vila com costumes indígenas que misturava a
simplicidade e o respeito à natureza dos antigos índios com algumas tecnologias
da atualidade.
Ao chegar, foram recebidos pelo
filho mais velho do chefe da vila.
--- Bem vindo de volta, McGailor.
Quem é o estranho? --- não era um jovem muito amigável, e exibia um certo ar de
superioridade por ser filho do chefe.
--- É um espadachim que encontrei
enquanto fui buscar as ervas. Nós iremos fazer uma viagem até Huntar.
Gostei do título... Estou curiosa para ler mais. rs
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