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quinta-feira, 11 de abril de 2013

A Escolha do Herói, Capítulo 3 - Viagem

Então, galera. Finalmente escolhi um nome para essa história. Então, o que antes era chamado de "Livro sem Título", agora foi atualizado para "A Escolha do Herói". Fiquem, agora, com o capítulo 3.




            Huntar era uma cidade bastante rústica, porém influente. Era uma das poucas cidades onde o classicismo foi preservado, com construções antigas, costumes e até mesmo vestimentas. Era influente justamente pelo conservadorismo: a maioria dos cidadãos tinha conhecimento em algum tipo de combate. Herança dos tempos da Grande Guerra.
            A arte marcial mais nova na cidade era a arte de Lashton, trazida por Guildo. Abrigava, em sua maioria, órfãos e desabrigados da própria cidade e da cidade vizinha, dizimada na Guerra.
            Klaus era um dos homens mais respeitados de Huntar. Há tempos, quando lutou lado a lado com Blaze e Rayclano na guerra entre Ishkah City e Hakhsi Ytic, conseguira juntar os povos de ambas as cidades, em paz. Assim, ajudou na fundação de Huntar.
            Estava andando pela cidade ao amanhecer quando encontrou Guildo.
            --- Bom dia, Sr. Klaus! Fazendo sua caminhada costumeira?
            --- Bom dia, Guildo. Hoje estou apenas indo fazer meus preparativos para a viagem.
            --- Ah, sim. Hoje é o dia de visitar Blaze. Boa viagem e cuidado.
            --- Obrigado. Tenha um bom dia, Prodígio.
            Guildo recebera de Klaus a alcunha de Prodígio, assim que chegara à cidade. Os dois travaram uma batalha onde Klaus saíra vencedor. Após vários anos, mesmo com a idade avançada, sua armadura de metal negro continuava implacável. E, agora, com tanta experiência, tornara-se um adversário dificílimo. Mesmo assim, Guildo o enfrentou com garra.
            Na arte marcial de Lashton, eram ensinados todos os pontos vitais e não vitais, o tanto de força necessária para aplicar um golpe letal ou apenas lesivo. Lutar contra alguém treinado nessa arte era algo formidável. Mas, a experiência de mais de vinte anos de guerra falaram mais alto. No final, o prodígio Guildo não fora páreo para o experiente Klaus.
...

            A noite passou-se tranquila. Ao amanhecer, Andon e Aron foram buscar comida. O cavalo de Aron parecia um pouco impaciente, então tiveram de levá-lo junto. Não demorou muito e conseguiram dois coelhos.
            --- Ainda não consigo acreditar. Muita coisa mudou de ontem para hoje. Seria esse o destino? --- Aron falava, mais para si mesmo do que para outra pessoa.
            --- Nós fazemos nossos próprios destinos, Arqueiro. Vamos comer logo essas lebres e partir. Você poderia me conceder um cavalo em sua vila?
            --- Não acredito... Preciso encontrá-lo logo.
            --- Aron. Estás a me escutar?
            --- Sim? Desculpe. Perdi-me em meus pensamentos por um instante.
            --- Percebi. Então, poderás me conceder um cavalo?
            --- Ah sim, sim... Claro. Vamos comer e voltar à minha vila então.
            Algum tempo depois, os viajantes se encaminhavam para a vila de Aron, que ficava a um dia de caminhada dali, seguindo o caminho de baixo da floresta onde estavam.
            Para economizar tempo, ambos montaram o cavalo de Aron e seguiram por cerca de 9 horas, parando para beber água e comer. Enfim chegaram à vila. Era chamada de Vila Arqueária, e abrigava um centro de arqueiros. Era uma vila com costumes indígenas que misturava a simplicidade e o respeito à natureza dos antigos índios com algumas tecnologias da atualidade.
            Ao chegar, foram recebidos pelo filho mais velho do chefe da vila.
            --- Bem vindo de volta, McGailor. Quem é o estranho? --- não era um jovem muito amigável, e exibia um certo ar de superioridade por ser filho do chefe.
            --- É um espadachim que encontrei enquanto fui buscar as ervas. Nós iremos fazer uma viagem até Huntar.

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