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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Sumir, viajar...

Queria poder sumir... daqui sair
Queria poder viajar... talvez ao mar

Sairia daqui correndo
Não fosse seu doce semblante
Que paira em devaneio horrendo
Fazendo-me desistir num instante

Queria poder sumir... e não cair
Queria poder viajar... no ar, andar

Diria eis que estou
Sorrindo ao amor...
O dito-cujo que me matou
Deixou-me ao fogo, ardor

Queria poder sumir... daqui sair
Queria poder viajar... talvez ao mar

Garla, seu lugar não é aqui
Está aqui porque quer desistir
Covarde desgraçado, ali!
Você não vai cair... não vai cair.

Queria poder sumir... e não cair
Queria poder viajar... no ar, andar

Sonhei em épocas distantes
Com uma perfeita prosopopéia.
Essas épocas que se foram, errantes
Ao menos me deram uma idéia

Queria poder sumir... daqui sair
Queria poder viajar... talvez ao mar

A maior dádiva do homem
É poder sonhar, imaginar
A minha maior dádiva, clamem
É poder, apenas, te amar.

Queria poder sumir... e não cair
Queria poder viajar... no ar, andar
Apenas por te ver e sorrir
Apenas por te querer e amar...

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