Andon sacou sua katana e a
brandiu. O aço brilhante reluziu ao encontrar raios solares, e fez o inimigo
vacilar. Parecia gritar por uma luta, e seu empunhador estava extremamente
concentrado, com os olhos fixos em seu oponente. Tomou posição de batalha e foi
de encontro ao desafiante.
Como um raio, Andon correu em
velocidade invejável e desferiu um golpe vertical, de baixo para cima,
defendido por puro reflexo do oponente. Rapidamente, logo após defender o
golpe, Hanson se atirou para um lado, cambaleando. Não perdeu tempo e logo
iniciou um contra-ataque violento e desengonçado, com golpes de espada, socos e
chutes.
A luta parecia não ter fim. Andon
desferia golpes com maestria, sempre defendidos por Hanson. Por sua vez, Hanson
usava tudo o que podia: chutava, socava, golpeava com a espada, gritava. Não
era habilidoso como Andon, mas, era um improvisador nato.
Já ofegantes pela batalha debaixo
do sol escaldante, era difícil saber se Hanson tinha lágrimas nos olhos ou se
era o suor escorrendo de sua testa. Fitou Andon e proferiu algumas palavras,
que não foram escutadas.
...
Era início da noite. O sol já
havia se deitado, dando lugar aos raios lunares penetrando timidamente a
densidade da floresta. O Herói acordou de um sono profundo ao ouvir o barulho
de um javali selvagem. Sonhara com uma luta lamentável. Típico pesadelo de
guerreiros de muitas batalhas. Depois de refletir um pouco em silêncio,
levantou-se e sacou sua espada.
Um homem robusto, mas não muito
alto, caminhava em seu cavalo, floresta adentro, quando avistou um animal
entrando em uma espécie de cabana improvisada com folhas. Puxou o arco de suas
costas, armando-o com uma flecha e mirou. Deu uma batida no torso do animal com
o calcanhar, para que parasse.
No momento do disparo, Andon
atravessou a garganta do animal, que soltou um grito abafado e já caía
desfalecido. Saiu de seu abrigo para recolher seu jantar quando se deparou com
um homem montado em um cavalo perto de uma árvore, envolto parcialmente na
penumbra, apontando uma flecha em sua direção.
--- Quem é você? --- Andon estava
com a guarda levantada, e levara a mão às costas para desfazer o embrulho de
sua kodachi.
--- Um viajante. Não sou inimigo
--- o robusto guardou seu arco. --- Estou procurando por ervas medicinais.
--- Pois bem --- guardou sua
katana e fitou o javali. --- Não come há muito tempo, viajante?
--- Algum tempo.
--- Não comerei este animal
sozinho então. Junte-se ao banquete.
--- Fico em extrema gratidão,
espadachim --- desmontou do cavalo e o levou para mais perto da tenda, para
amarrá-lo por ali. --- Aron McGailor é o nome que me foi dado.
--- Chamai-me de Andon.
Continuarei lendo. Interessante
ResponderExcluirMuito obrigado, prima! Continue me dando suas opiniões!
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