- Como você está conversando comigo? – perguntou Ixiena ao
pássaro.
- Através de telepatia. Você, assim como eu, não pertence a
esse corpo, não é? – respondeu o pássaro com uma voz que ressoava diretamente
na mente de Ixiena.
- É verdade. Meu corpo original foi destruído.
- Como você chegou até aqui?
- Acho que sou intuitiva... Ou talvez seja a percepção dessa
cadela se misturando à minha capacidade de raciocínio.
- Será que... Não, não é possível.
- O quê? Aliás, quem é você e como sabe sobre mim?
- Você é da antiga aldeia dos homo animalis?
- Sou descendente deles. Como sabe disso? Quem é você?! –
Ixiena começava a se exaltar. Então, começou a rosnar, como uma verdadeira
cadela. Só havia uma pessoa no mudo que ainda poderia ter conhecimento de sua
antiga aldeia.
- Eu visitei essa aldeia há muito tempo... Eu fui chamada de
“Aquela Que Anda Só”.
Ixiena se arrepiou e soltou um grunhido. Então, olhou o
pássaro nos olhos e uivou. Aquilo não podia ser real... Era ela!
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